domingo, 31 de julho de 2016

PELEJA

A minha peleja foi essa:
Dormir, ninguém mais pode
Na minha porta, um estrondo
Ouvi uma voz e procurei o dono
Curioso, olhei pela fresta

Era ele, Malatesta
- um imenso balrog -
Perguntou por que não abandono
A Vida dos meus sonhos
E levo uma vida de festa.

Ora, veja essa
- meio grogue -
Respondi à besta, sou feito de carbono
A terra há de comer o meu crânio
Mas não quero o que não presta

“O que não presta”
De sua boca mole
Pendia uma língua de cachorro
“E digo mais, eu ainda hei de ouvir o teu choro
Nem que eu tenha que fazer uma guerra!”

Riu a fera
Com feições de bode
Seu corpo tremia todo
E dizia, cada vez mais nervoso
“Farei da tua pele a minha tela!”

Há de ser bela!
Mas, daqui, tu não me move
Não serás tu quem vai perturbar o meu sono
Cobri-me com o meu manto

E finalizei: Quer saber? Vai à merda!

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