"E, havendo aberto o Sétimo Selo, fez-se silêncio no Céu por quase meia hora." Apocalipse cap. 8 vers. 1.
sábado, 25 de outubro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
SUICÍDIO
Parecia que vinham em minha direção.
Saltei.
Enquanto caía, compreendi: é imbecil morrer por amor.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A AVE
terça-feira, 30 de outubro de 2012
CONFLITO
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
SONETO DO AMOR CABAL
quinta-feira, 21 de junho de 2012
NÃO SERIA MAIS FÁCIL?
SONHAR, SONHAR...
quarta-feira, 9 de maio de 2012
AH, O AMOR!
E, nada sabendo sobre o amor
Estendeu a mão para ela e disse:
- Vem comigo, vai dar tudo certo!
Ela foi.
Não durou três meses.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
DESABAFO DE UM TÍMIDO*
Sempre fui um tímido. Nunca consegui evitar isso.
Mas naquele dia... Não sei bem o que me aconteceu! Senti-me corajoso. E quase sem conseguir ordenar as palavras disse à Dorinha – o grande amor da minha vida desde os meus seis anos – o quanto gostava dela. Que a amava! Na verdade, desde sempre!
Ela ficou mascarada. Encheu-se de si à medida qu’eu mais e mais a exaltava.
Com o tempo, aproximei-me cada vez mais e fazia visitas regulares à sua casa... O golpe é que, como sempre fui uma boa pessoa, o pai dela e todos na casa, gostavam muito de mim. Até consegui permissão para levá-la ao cinema! E foi aí que começou a minha desgraça... Ao sairmos do cinema, topamos com um casal. Depois disso, quase que como efeito de prestidigitação, Dorinha foi ficando murcha e, por fim, quando chegamos a sua casa, confessou que amava o sujeito lá. Casado! Vê! Falou que, sendo ou não casado, era dele que gostava e que não queria me namorar. Então, disse-me “adeus”! E apesar da dor, compreendi e fui atrás de viver minha vida.
Dela, soube dia desses que Seu Osmany [um vizinho] a viu de braços dados e assim, assim com o Fulano.
Enfim. Minha vida seguia normalmente até que, há pouco, o pai da Dorinha chegou e, aos gritos de “engravidaste minha filha, patife”, deu-me um tiro na cabeça. Morri.
*Texto inspirado em texto – sem título – de Nelson Rodrigues do Livro “Pouco Amor, Não É Amor”.
