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domingo, 19 de julho de 2009

Grey's Anotomy

Texto não fiel, do seriado Grey's Anatomy

A Dra. Izzie, conversa com a dra. Addison Montgomery sobre a noite que teve com o seu melhor amigo, George O'Malley.

Izzie - Durmi com um amigo ontem?
Addison - Quando virei a pessoa mais indicada a falar de adultério?
Izzie - O que devo fazer?
Addison - Parar.
Izzie - Mas será que deus não quer que eu continue.
Addison - Você acha que deus quer que você cometa adultério.
Izzie - Não foi isso que ele fez, quando engravidou Maria.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

SEGUNDA-FEIRA

O dia estava normal. Matematicamente normal naquela manhã: pássaros passariando, folhas caindo, pessoas compromissadas – a futilidade vestindo-se de rotina. Eu? Só estava sentado.

Esperava, tristemente, minha aula começar (eram 8:30 do título e meu professor estava religiosamente com improvisos de horário) e comia uma criminosa fatia de bolo - mole - é claro, e tomava um providencial café com leite. Foi quando o vi. Vagaroso e decidido, passando por entre os banquinhos que formam as pracinhas da universidade.

Era apenas mais um (dentre tantos) que vadiam pelo campus: gatos, alunos, pombos, servidores, insetos, livros, carros, problemas e dúvidas... Não me chamou particularmente a atenção, mas como estava vindo na direção do meu olhar, pude observá-lo melhor: estava magro, ossudo até (provavelmente, como os irmãos), sujo sim, mas não repulsivo. Compartilhava com todos o derrotismo de sonhos destroçados e a dignidade encontrável apenas naqueles que nada têm.

Seu gingado era um lamento, como se a qualquer momento, fosse desabar ao cimento, de tanto mal-estar. O peso da fome não se pode disfarçar. Aproximou-se. Fitou-me com seus olhos de lamúria. Não foi difícil perceber o que precisava. Apenas uma migalha de atenção, um pedaço de carinho, uma fatia de afago. Joguei-lhe minhas sobras (não tinha nada mais) e pude perceber seus dentes – os poucos que restavam – amarelados e desgastados, acostumados, quem sabe, à ossos e a indiferença, às esmolas e pontapés.

Observei-o seguir adiante (o que mais lhe restava?), cambaleante e patético. Triste, rotineiramente triste. Mordiscando o começo de seu dia.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Garotos Podres no ônibus


Ele viu três garotos podres
Feios e imundos
Exalando o pior dos odores
a relação entre dois mundos.

No mundo da economia ativa
a briga é por espaço e reconhecimento
Na favela sem perspectiva
Basta um espaço no cimento.

E naquele rápido instante
os mundos se tocaram
mas o barulho cortante
da parada logo os separaram.

Boo Box 07

Boo Box 01