"E, havendo aberto o Sétimo Selo, fez-se silêncio no Céu por quase meia hora." Apocalipse cap. 8 vers. 1.
domingo, 7 de setembro de 2014
SUICÍDIO
Parecia que vinham em minha direção.
Saltei.
Enquanto caía, compreendi: é imbecil morrer por amor.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
CONFLITO
quinta-feira, 21 de junho de 2012
SONHAR, SONHAR...
quarta-feira, 9 de maio de 2012
AH, O AMOR!
E, nada sabendo sobre o amor
Estendeu a mão para ela e disse:
- Vem comigo, vai dar tudo certo!
Ela foi.
Não durou três meses.
sexta-feira, 9 de março de 2012
EU TE A... #gasp-gasp#
- Prometi a mim mesmo que não digo mais “eu te amo!” pra mulher nenhuma.
- Mas... e se aparecer a mulher da sua vida?
- Ela vai ter que conviver com isso. Ou melhor, sem isso.
- E se aparecer aquela vontade incontrolável de falar isso pra ela?
- Seguro na boca, engasgo, e engulo.
- Não acha que isso é um pouco cruel?
- Ela se acostuma.
- ‘Tou falando qu’é cruel com você mesmo.
- Nada. Eu me acostumo.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O QUE DIZER?
Junto com o gozo, veio – meio desgovernado – um “Eu te amo!”. Até ele se surpreendeu por falar isso!
Silêncio.
Depois, ela começou a mover os lábios. Ainda não sabia ao certo o que ia responder.
Um barulho na fechadura. Passos. Os pais dela chegando.
Rápido tiveram que se vestir e fazer parecer que nada faziam.
Ela nunca se sentiu tão feliz por seus pais aparecerem!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O ENDEREÇO DOS SONHOS
Finalmente o avião aterrissa! Foi uma viagem longa e cansativa.
No aeroporto pego um táxi.
Encosto a cabeça no apoio do banco, digo o endereço ao taxista e perco-me em meus pensamentos... Penso nela, em nossos dias felizes – e nos tristes também –, em todas as promessas que fizemos um ao outro. Em tudo o que a gente poderia ter sido, mas não deu. Ela não quis ou eu não quis.
Olho pela janela do carro e aquilo tudo me parece tão longe da realidade. Da minha realidade.
Vejo pedestres, vendedores ambulantes, bichos, todos disputando um pedaço da calçada. Uma eterna briga por seu território.
Pergunto-me se eles são felizes...
E eu, sou feliz?
Sou tirado dos meus pensamentos quando o carro para. Então, percebo que estou em frente a casa dela. Dei o endereço errado ao taxista. Ele está olhando pra mim, diz quanto custou a corrida e estende a mão para receber o dinheiro.
Digo que me enganei. Que aquele não é meu endereço – nunca foi meu endereço! Talvez, em meus sonhos – e desta vez falo o correto.
Ele dá partida e o carro sai. Penso em olhar para trás, mas me contenho. Porém, antes do carro entrar na rua seguinte, olho para trás.
Nunca deixei de olhar para trás.
domingo, 11 de dezembro de 2011
TIPO DE CARA
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que, quando ela tem uma novidade, conta pra ele, pois torce MUITO por ela?
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que, quando ela ‘tá mal, ele tem as palavras exatas que vão consolá-la?
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que ela adora ter por perto, pois a faz rir bastante?
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que ela JAMAIS vai ficar porque ele é “legal demais”[!]?
Pois é... Sou eu. ¬¬’
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O FIM
terça-feira, 25 de outubro de 2011
THE ONE
- Fico me perguntando como será quando eu arranjar outra namorada...
- Que é que tem?
- Como é que vou arranjar outra se não consigo esquecê-la.
- Esquecer quem?!
- “Ela”.
- Que “Ela”?
- A “The One”!
- “A” “’The’ One”?
- ‘Cê entendeu. Não faz graça...
- Não existe “The One”, velho.
- Claro que existe!
- Não, não existe.
- E existe o quê?
- Um amálgama de todas as ex-namoradas.
- Hum... E a Patrícia?
- Não fala na Patrícia, porra!!
- Ainda dói?
- Dói!
- Pensei que ‘cê tinha dito que não existe “The One”.
- Sempre existe. Sempre.
sábado, 9 de julho de 2011
ANIVERSÁRIO
O que ainda fazes aqui?
Sabes que não és bem-vindo.
Pois trazes em tua boca o gosto do passado.
E como um Judas sádico, beija-me
Fazendo lembrar-me daquela que amei
E que a Foice arrancou-a dos braços meus.
As tuas vinte e quatro badaladas ecoam em minh'alma vazia.
Dói.
Vai-te embora, Dia cruel.
Por que insistes em não acabar?
segunda-feira, 18 de abril de 2011
PALAVRAS
segunda-feira, 21 de março de 2011
CÂNCER
[Penso que é um câncer]
Minhas mãos tremem e suam.
A vista embaça.
As pernas fraquejam e me apóio na parede para não cair.
[Sinto que é um câncer]
E dentro de mim há uma explosão.
Me inclino.
Abro a boca e jorra quente: "Sim, eu estou com ciúmes!"
[É, é um câncer]
segunda-feira, 14 de março de 2011
VAZIO
Noites insones em festas barulhentas, regadas a beijos insípidos de mulheres sem rostos. Gozos efêmeros em coxas insossas.
Ergue a taça cheia, brinda à solidão, e traga toda a amargura contida naquele líquido que desce rasgando a garganta. Diz que tem gosto de vida e dá uma cusparada.
Logo mais o estômago protesta fazendo-o regurgitar pedaços daquela que o completava. Agora é um meio-homem. O sobejo no canto da boca é tratado com mais atenção que sua inabilidade de manter um relacionamento.
E num lampejo de meio-sobriedade, vê, sente, sabe, que o buraco em seu peito está mais largo, mais fundo e mais dolorido...
