sexta-feira, 19 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MALDITO OLHO!


Odeio minha poesia carcomida,
Tão fútil e pedante!
Mostra a todos, desinibida.
Minha estupidez gigante.

Odeio minha tristeza recorrente.
Minha esperança parca e vã,
Que não enxerga na alegria ausente,
Extertores de uma mente sã.

Maldito coração! Carne que geme...
Quero o carisma cão:
Domínio de nossa mente.

Mas em mim, a razão jaz.
Restando a dor intensa,
Aonde planos de paz?
Apenas reticências...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A mala de antes do fim

Se o mundo acabasse hoje, mas você fosse escolhido entre as pessoas que poderiam viver dentro de bolha de civilização que remontaria a humanidade em alguns anos, como arrumaria a sua mala?




Não sabe...




Eu Sei.




Forraria minha mala de livros, o primeiro seria a Bíblia, afinal a viagem é longa e o riso confortante. O segundo seria A Ínsustentável Leveza do Ser e por terceiro Mémoria Póstmas de Brás Cubas. O restante escolheria ao léo torcendo para que Augusto dos Anjos, Drummond, Maquiável e Niestche vençam a disputa.




Afinal iria para o paraíso, um mundo com poucas pessoas e selecionadas por suas habilidades especiais

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MEU AMIGO PSYCHO

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

PÚSTULA

( Foto "A Cerca" de nosso bloguer Danilo Maia)

Eu lembro de todas as risadas


Vertidas nas entranhas desta cama.


E até sinto o gosto do teu rosto:


Riso-choro de quem ama.



Lembro dos meus afagos


Em tuas costas nuas:


Nosso escambo profano,


Em úmidas carnes cruas.



Lembro de cada filme venerado,


Cada emoção digna de nossa idade.


Quanto dinheiro gasto,


Nos escuros templos desta cidade?



Escutem – demônios, meu clamor!


Venham idéias racionais!


Como supero a dor,


De vê-la sorrir em outros carnavais?



Estas memórias são navalhas.


E minha mente um esmeril.


Gasto o tempo, como um canalha,


Abortando minha alma pueril.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Lancinante

De novo aqui, caro cupido?
Teus voos rasos e olhar sagaz
Ao observar as pessoas sobre o cais.
Gente fria de andar ríspido.

Observa a todos esses seres,
Inveja a liberdade deles
E por isso os odeia a esmo,
Com ódio inspirado nos mesmos.

Sofrimento em todo o lugar.
Sentimento que turva a alma.
Cheiro fétido que polui o ar.

Análise finda, parte à ação.
Como não pode curar feridas,
As inflama, com flechas de paixão.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

SEGUNDA-FEIRA

O dia estava normal. Matematicamente normal naquela manhã: pássaros passariando, folhas caindo, pessoas compromissadas – a futilidade vestindo-se de rotina. Eu? Só estava sentado.

Esperava, tristemente, minha aula começar (eram 8:30 do título e meu professor estava religiosamente com improvisos de horário) e comia uma criminosa fatia de bolo - mole - é claro, e tomava um providencial café com leite. Foi quando o vi. Vagaroso e decidido, passando por entre os banquinhos que formam as pracinhas da universidade.

Era apenas mais um (dentre tantos) que vadiam pelo campus: gatos, alunos, pombos, servidores, insetos, livros, carros, problemas e dúvidas... Não me chamou particularmente a atenção, mas como estava vindo na direção do meu olhar, pude observá-lo melhor: estava magro, ossudo até (provavelmente, como os irmãos), sujo sim, mas não repulsivo. Compartilhava com todos o derrotismo de sonhos destroçados e a dignidade encontrável apenas naqueles que nada têm.

Seu gingado era um lamento, como se a qualquer momento, fosse desabar ao cimento, de tanto mal-estar. O peso da fome não se pode disfarçar. Aproximou-se. Fitou-me com seus olhos de lamúria. Não foi difícil perceber o que precisava. Apenas uma migalha de atenção, um pedaço de carinho, uma fatia de afago. Joguei-lhe minhas sobras (não tinha nada mais) e pude perceber seus dentes – os poucos que restavam – amarelados e desgastados, acostumados, quem sabe, à ossos e a indiferença, às esmolas e pontapés.

Observei-o seguir adiante (o que mais lhe restava?), cambaleante e patético. Triste, rotineiramente triste. Mordiscando o começo de seu dia.

Boo Box 07

Boo Box 01